Diante de estampas floridas e os traços abstratos remetendo à psicodelia, que temos visto por aí, o desenho se destaca. Não um desenho qualquer impresso no tecido, mas um recorte. A roupa, sendo suporte através da sua estrutura. O máximo de delicadeza. O máximo de sutileza. Lembra o nosso lado infantil de desenhar em tudo, de brincar e cortar o papel ao meio, fazendo a forma do coração ou vários bonequinhos que parecem estar de mãos dadas. Lembra também nossas bonecas e as roupinhas feitas para elas. Na passarela, a possibilidade de vestir e desfilar arte por aí. Brincadeira pura com jeito que só menina sabe fazer.
Assim foi o desfile de Luella Bartley Primavera/Verão 2010/11, em Londres. Inspirado na década de 60, inspira a gente a expor ainda mais nosso lado feminino. Fofo!