ATENÇÃO E INVESTIMENTO NA PROMOÇÃO

Em promoções ou liquidações, a gente não precisa procurar só por roupas clássicas, tipo camisa branca, calça preta, sabe? Super vale ir atrás de peças que a gente normalmente não arriscaria ter, mas que podem fazer diferença no look. Por exemplo, peças que estão fazendo sucesso por conta de uma personagem de novela, peças em cores que a gente nunca eperimentou antes, modelagens diferentes das que a gente costuma usar, peças que nos lembram os jeitos de vestir das nossas celebridades favoritas - elementos que, se passarem rápido e logo deixarem de "estar na moda", não vão dar peso na consciência por conta do valor que a gente gastou! Entendeu? O que vai passar logo pode ser baratinho, o que a gent emais usa e mais gosta vale um investimento maior!

 

 

Sem esquecer que, por estar em promoção, a peça tem que ser experimentada com mais atenção ainda: muitas vezes há dificuldade de troca de peças com preços remarcados, e se a peça precisa de muitos ajustes, talvez o valor nem compense a compra pra acertar tudo depois!

 

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ALTA-COSTURA À FRANCESA

Quando a gente pensa em alta-costura, logo vem na cabeça: glamour, moda sob medida e sofisticação, não é mesmo? Acontece que pra uma roupa poder ser considerada "alta costura" não basta ser um vestidão-bafo e super caro, tem uma série de critérios técnicos a serem seguidos na fabricação da peça.

 

Os ateliês têm que ter uma ótima qualidade de artesanato, os tecidos e os materias usados devem ser super nobres, a mão-de-obra é especializada, bem refinada e super capacitada, se leva horas pra fazer um único vestido (mais ou menos 150 horas de trabalho!) - numa jornada normal isso significa quase 26 dias!

 

Além dessas regras de "produção"  os estilistas de alta-costura têm super que obedecer às regras estabelecidas pelo Chambre Syndicale de la Couture Parisienne – que é tipo um conselho que reúne 13 maisons de alta-costura, como Balmain, Dior, Lacroix, Givenchy, Valentino e Versace.

 

As regrinhas básicas: empregar um mínimo de quinze pessoas nos ateliês, fazer desfile de moda a cada estação em Paris - com  o detalhe de que cada coleção deve ter no mínimo 35 modelos para o dia e para a noite, e mais: a marca que cria peças haute-couture tem que ter uma loja (que não vale ser alugada, tem que ser de propriedade da grife) numa determinada região de Paris chamada triângulo da alta-costura.

 

E a gente se pergunta: mas porque tantas restrições? Acontece que durante a Segunda Guerra Mundial, Hitler quis transferir a capital da moda para Berlin e Viena. Os costureiros de Paris, então, se reuniram no sindicato pra patentear a alta-costura e aí, criaram essas maxi regras pra que ela só pudesse existir na capital francesa! Espertinhos, não?

 

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SOLTANDO AS FERAS

Tanto no calor, como no frio, a gente sempre vê as pessoas usando estampa de oncinha! E sendo essa estampa super sensual, tem que usar com elegância e sem exageros, tá?!

 

 

O mais bacana é que dependendo da combinação que a gente faça com a peça nessa estampa e com o resto do look, a gente consegue passar diferentes mensagens!

 

A estampa de onça pode ser combinada com cores de menina -tipo vermelho, rosa, laranja e salmão, que fica super feminino; combinações também podem ser feitas com preto, marronzão ou roxo, que fica bem sexy-chique; e também pode oncinha com cores-coloridas - tipo verdão, amarelo a azul, que fica um look mega divertido!!

 

Combinar estampa de onça com outras peças estampadas não é crime fashion, viu! É sempre bom escolher estampas que chamem menos atenção do que a de oncinha, pras estampas não brigarem entre si!! (Lembra desse post que explica como combinar estampa com estampa??)

 

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CINTOS DE TODOS OS MODELOS

Cintos mais grossos, usados no mesmo tom da roupa, marcam a cintura e alongam a silhueta!! Os cintos em tonalidades diferentes contrastam com a roupa e acabam cortando essa silhueta, mas em compensação, são peças que super se destacam e acrescentam cor ao look!

 

Os mais usados nessa temporada são os cintos finos, que ficam ótimos se colocados sobre casaquinhos abertos ou com cardigans. Os cintos médios, assim como os finos, têm sido super usados na companhia de calças de cintura alta, que também voltaram à moda.

 

 

É sempre bom não super apertar o cinto, porque a gente pode ficar "fatiada" e isso acaba com o look! Atenção especial deve ser dada aos volumes que o cinto pode criar: se na hora de acinturar uma blusinha, a barra forma uma "saia" na altura do quadril… perigo à vista! Então tem sempre que experimentar o cinto na loja antes de comprar, e tem sempre que olhar no espelho antes de sair de casa!

 

Pra terminar, cinto não precisa estar combinando com o sapato, fazendo tipo um conjuntinho, sabe como? Mas precisa ter harmonia na combinação de cores!

 

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UM POUQUINHO DE HISTÓRIA COM A MODA DE VALENTINO

Valentino nasceu na Itália, nadécada de 30, e pouco antes de completar 20 anos se mudou para Paris - local onde aprendeu tudo sobre alta-costura. Mas o estilista não se rendeu a androgenia que marcou a segunda metade do século XX! Ele tinha como lema a busca constante por uma "donna" exuberante, mega glamurosa e feminina.

 

 

Valentino sempre acrescentava detalhes na gola ou na bainha das suas peças, ou babados, ou plissados, ou estampas florais... Ele fazia peças que valorizavam as curvas das mulheres - o laço e a cor vermelha foram características super marcantes desse estilista! É como se a mulher estivesse decorada para celebrar sua beleza e fragilidade.

 

Sua trajetória incluiu trabalhos com vários estilista, até que em 1959 abriu seu primeiro ateliê, em Roma. Valentino teve reconhecimento instantâneo, mas foi com a célebre "coleção branca" que personalidades de todo o mundo ficaram arrebatadas por seus trajes.

 

Entre suas primeiras clientes mais bafos, estavam: Elizabeth Taylor e Jackie Kennedy, que em 1968 encomendou ao italiano seu vestido de casamento. O noivo era Aristóteles Onassis (muita fina!)

 

No final de 2007, aos 75 anos, Valentino se aposentou das passarelas, mas com certeza não será esquecido no mundo da moda! Ele é inclusive tema de filme no festival de Veneza deste ano! 
 

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INCENTIVO AO CULTIVO DA BOA APARÊNCIA

“A boa aparência faz com que a pessoa se sinta mais feliz e com um sentimento de segurança que muito a ajudará na vida. A boa opinião que fazem de nós é na realidade muito mais importante do que admitimos a nós mesmos. (…) Com todos os recursos que temos nos dias de hoje, a mulher não pode ser feia, e só será se o quiser, deliberadamente. (…) A maior parte dos problemas de personalidade desaparecem com a melhora da aparência geral. Pelo fato de estar mais bonita, a muher se sentirá feliz e terá mais possibilidades de viver uma vida produtiva, cercada de amigos e pessoas a quem deseja ajudar. Sim, porque a beleza da mulher pode e deve ser cultivada, não somente para a vaidade e satisfação própria, mas para seu respeito e para a satisfação de sua família e seus amigos.”

 



Mais um textinho valioso de Clarice Lispector pra inspirar. E tem mais sobre a escitora e sobre os escritos relacionados à moda e beleza na Folha de SP de hoje (o link só vale pra assinantes da Folha ou do UOL)!

 

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(QUASE) TODAS AS CALÇAS DO MUNDO

Do primeiro modelo criado lá pelo século XVI, até as modelagens que a gente encontra hoje, as calças compridas já passaram por vários formatos, volumes, e muuuita polêmica - nem sempre esse modelito teve seu uso permitido para mulheres! Na verdade as calças femininas só começaram a ser usadas depois da primeira guerra mundial, no período em que as mulheres substituíram os homens no mercado de trabalho!

 

 

Pra escolher modelos que valorizem sua silhueta e que combinem com seu estilo, é sempre bom conhecer o que há disponível no mercado e experimentar, experimentar, experimentar muuuuuito em frente ao espelho! Os modelos que mais têm aparecido em desfiles e editoriais de moda são:

 

A calça reta, com a medida da perna bem igualzinha desde as coxas até a altura dos tornozelos. É a calça que mais emagrece e alonga, e é também a que funciona melhor pra uma maior variedade de silhuetas!

 

A calça skinny, que foi hit nas temporadas passadas, é aquela toda justinha desde o bumbum até as batatas da perna e tornozelos (tipo uma legging feita de jeans). Esse modelo aumenta de leve o quadril - e de quebra, engrossa pernocas. Fica mais elegante quando usada com sapatilhas e sandalinhas sem salto (pro look não ficar muito popozuda!).

 

A calça cargo, com pernas largas e muitos bolsos (na altura das coxas e até mais emabixo!), é inspirada nos uniformes militares dos anos 70 e é bem informal. Na hora de combinar é bom levar em conta os mesmos critérios do jeans, tão informal quanto ela! Os bolsos da calça cargo acrescentam volume na parte de baixo do corpo, o que faz desse modelo uma ótima escolha pra quem tem pouco bumbum e perna fininha, ou peitão e ombrão!

 

A calça cigarette é aquela com modelagem ajustada ao contorno do corpo, que vai afunilando na diração da barra e que tem comprimento no tornozelo. Memo sendo super elegante - Audrey Hepburn usava pra caramba! - essa calça é indicada pra quem tem silhueta em forma de triângulo invertido, com pouco quadril e pouco bumbum.

 

A calça tipo pantalona é a que tem pernas amplas, com fartura de tecido, desde o quadril até lá embaixo. Por conta de tanto volume, é melhor usar pantalonas com sapatos de salto - de preferência saltos grossinhos - pra não achatar a silhueta. O modelo de pantalona com cintura mais alta é super tendência e pode ser usado já.

 

Ainda tem calças tipo boca de sino, com pernas ajustadas na altura das coxas e super amplas a partir da altura dos joelhos. Essas são antiguinhas e mega achatam a silhueta. Calças tipo corsário e capri - com comprimentos intermediários abaixo do joelho e na batata da perna - também não são tão legais, porque achatam e engrossam visualmente as pernas e a silhueta!E ninguem quer parecer mais baixinha ou mais gordinha, né?

 

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OS EFEITOS DOS COMPRIMENTOS - PARTE II

Barras e comprimentos formam linhas horizontais "imaginárias" na nossa silhueta, e essas linhas super têm efeitos diferentes nas proporções dos looks que a gente coordena: se essas linhas se posicionam mais pra cima ou mais pra baixo, as partes do corpo que cobrem podem parecer mais curtas, mais longas, mais cheias ou mais fininhas! Bom é conhecer esses efeitos pra manipular de maneira consciente a imagem que a gente quer projetar, né?

 

 

A altura das barras na parte de baixo dos looks (em calças, saias, shorts, bermudas e vestidos) mais curtinhas, acima dos joelhos, super funcionam bem - mas só fora do ambiente profissional! Por isso, a escolha da peça independe de direções de adequação e pode ser guiada somente pelo estilo e do tipo físico de quem usa! Pra quem trabalha em ambiente informal, peças com barras logo acima dos joelhos são, dentro da "categoria curto-profissional", as mais adequadas -  tipo 2 ou no máááximo 3 dedinhos acima dos joelhos.

 

Esse comprimento é bem legal porque alonga a silhueta quando mostra grande parte das pernocas. Em ambiente formal, a altura do joelho é a mais adequada (pra curtos!). A regra é clara: quanto mais perna de fora, mais alongada a silhueta parece.

 

Barras de calças, quando curtas, só fazem bem pra silhueta (e pra qual-quer silhueta) se acabam na altura dos tornozelos - comprimentos tipo corsário e capri, mais curtos que esse do tornozelo, achatam e engrossam visualmente as pernas e a silhueta! O comprimento nos tornozelos, além de alongar, também é bem elegante porque lembra as calças que Audrey Hepburn usava (o que é uma liiiinda referência). Mas o comprimento que mais alonga - e que mais contempla silhuetas variadas - é o tradicional, em que a barra da calça cobre o começo do sapato. Atenção apenas pra não deixar as barras tão longas que façam o sapato desaparecer, fazendo parecer que quem usa tá flutuando! =)

 

(Todas as silhuetas ilustradas desse post são do livro I don´t have a thing to wear de Juddie Taggart e Jackie Walker)

 

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OS EFEITOS DOS COMPRIMENTOS - PARTE I

Imagina que as barras e os comprimentos que a gente usa formam linhas horizontais (imaginárias) na nossa silhueta! Essas linhas posicionadas mais pra cima ou mais para baixo, têm efeitos diferentes nas alturas e larguras das partes que cobrem o corpo, ou seja, super influenciam nas proporções dos looks.

 

Na parte de cima dos looks - tipo em blusas, jaquetas e cardigans, essas linhas horizontais funcionam assim:

 

 

Na altura do pescoço, quanto mais em cima estiver essa linha imaginária mais cheinho o rosto vai parecer! Pra se sentir mais magra essa  linha horizontal tem que descer na direção da parte de baixo do corpo - assim os decotes vão aumentando! Pro trabalho, o limite pro decote é a altura da linha das axilas. Só lembra que é uma linha imaginária, então o decote não precisa ser tipo canoa pra criar uma linha horizontal na vida real! Quem tem pouco seio (tipo silhueta triangular), super pode usar menos decote e gola alta, porque colo coberto cria a ilusão de busto maior. =) 

 

Para barras de camisas e blusas e jaquetas e blazers, existem três tipos de altura: 

 

 

A convencional, que fica no meio do corpo e que é a mais usual, com medida dois dedinhos abaixo do ossinho do quadril (sabe esse que pula quando a moça é muito magrinha?). Um tipo super bom pra todo  mundo, porque não cria desproporções e equilibra a silhueta.

 

Barras que terminam muito abaixo dessa altura (a convencional), podem criar impressão de pernas menores, porque alongam muito o tronco. 

 

Comprimentos mais curtos que esse da linha da cintura podem ser engraçadinhos pra quem tem menos de 15 anos, e só. Não é mesmo?!?? As linhas horizontais das mangas também fazem diferença nos looks: pra quem tem braço e mãos cheinhos, o bom é que elas desçam até o cotovelo, pelo menos. Mangas super curtinhas (perto dos ombros) ou com elásticos prendendo o braço, sempre fazem essa parte mais cheinha parecer maior.

 

Tem mais sobre os comprimentos das linhas horizontais na parte de baixo dos looks amanhã!

 

(Todas as silhuetas ilustradas desse post são do livro I don´t have a thing to wear de Juddie Taggart e Jackie Walker)

 

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(QUASE) TODAS AS SAIAS DO MUNDO!

Numa época em que a gente trabalha muito e tem bastante responsabilidade, o jeito mais fácil, e rápido!, de ficar super feminina é usando saias - que são super ligadas com nosso lado mulherzinha, porque os meninos não tem peça equivalente no armário. É tipo assim: feminilidade instantânea.

 

Existem zilhões de modelos, e aqui tem uma lista com os tipo que mais tem aparecido nos últimos desfiles nacionais e internacionais:

 

Saia tulipa: Pierre Cardin, em 1957, criou um modelo de saia em que as preguinhas ficavam perto do cós e somem na parte de baixo da saia -  o volume, então, fica na parte de cima do look, e na parte de baixo ele fica mais sequinho. É ótimo pra moças com silhueta tubular, já que cria volumes - tipo no bumbum e nas coxas!

 


saia reta, tuilpa e godê

 

Saia godê: É o modelo que mais precisa de tecido pra ser feito! A saia fica rodadinha e com bastante volume! Super usada pelas meninas da década de 50, que giravam ao som do rock´n´roll fazendo a saia se movimentar junto com a música.

 

Saia evasê (ou saia plissada): Também é conhecida como a saia em A, ou seja, mais ampla na parte de baixo do corpo. É ótima pra silhuetas tipo triangular, porque diminui quadril!

 

Saia enviesada: Super romântica, super fluida! Sabe quando o tecido é cortado na diagonal e não na direção da trama dos fios? Se a saia é costurada dessa forma, enviesada, ela cria a sensação de silhueta violão - por isso é um modelo ótimo pra meninas com o tipo físico tubular!

 


saia lápis, enviesada e evasê (em A)

 

Saia reta: A mais sóbria de todas e que combina com quase todos os tipos de corpo! A saia reta é bem boa pra ser coordenada com aqueles tops (parte de cima) mais bafos do armário: com detalhes, decotes, cores e brilhos!

 

Saia lápis: É a saia que afunila desde a cintura até o quadril e as coxas - mas é diferente do modelo "tulipa" porque não cria volumes na cintura. Como ela é mais justa do que os outros modelos, fica boa pra quem tem pouco bumbum e pouco quadril!

 

(Todas as sainhas ilustradas desse post são do livro ABC da Moda, de Xico Gonçalves)

 

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